Fora do rumo e no meio do salto
É quase espaço sideral.
(Imenso e insuportável)
Chega de cárcere.
Chega de ser mártir de mim mesmo.
O que quero agora é ser feliz
– Abandonar os sonhos ou reaquecer a alma?
No zunido dos ouvidos
O que me resta é escutar
O rufar desse coração
Que suporta demais.
Ainda bem que sou fênix
Que transita em morte e vida
E que suporta nos ombros
O peso de ser sonhador…
E ao questionar, em meio à tristeza
Que se materializa em lágrima,
Se tudo isso valerá o futuro…
Silêncio que é medo e dúvida.
João Pedro Innecco