Fora do rumo

Publicado: 15 15UTC janeiro 15UTC 2012 em Uncategorized

Fora do rumo e no meio do salto
É quase espaço sideral.
(Imenso e insuportável)

Chega de cárcere.
Chega de ser mártir de mim mesmo.
O que quero agora é ser feliz
– Abandonar os sonhos ou reaquecer a alma?

No zunido dos ouvidos
O que me resta é escutar
O rufar desse coração
Que suporta demais.

Ainda bem que sou fênix
Que transita em morte e vida
E que suporta nos ombros
O peso de ser sonhador…

E ao questionar, em meio à tristeza
Que se materializa em lágrima,
Se tudo isso valerá o futuro…
Silêncio que é medo e dúvida.

João Pedro Innecco

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