Estou com uma dor de cabeça nauseante. O engraçado é que ela afeta tudo, exceto a minha vontade de te decifrar, de te estudar de longe. Não me sinto impossibilitado ao pensar em tentar me comunicar com você num código que só eu conheço. É óbvio que eu sei que esse código é altamente particular e específico, mas eu não perco a esperança de que um dia você vai entender tudo o que mora por trás das minhas letras amontoadas. Confesso que ainda saio de casa na esperança de te encontrar, mesmo sabendo que não estarás no meu destino. Ou, se por acaso estiver, por mim é que não vai ser. Mesmo diante dos fatos, nada consegue me tirar dessa freqüência.
É claro que já soltei sinalizadores enormes para te avisar. É claro que já dediquei inúmeras linhas pra te esclarecer que o sujeito e o objeto – o ponto principal – de todos os meus anseios é você. Mas preciso parar de te esperar porque infelizmente tenho que engolir tudo isso que sinto e entender que nunca seremos o que os meus sonhos pedem. Preciso parar de me moldar ao teu encaixe e não posso mais fugir de quem eu sou por você. Aceitaria totalmente se, por acaso, todos os meus esforços não fossem infrutíferos… Creia-me, eu realmente aceitaria.
Bastaria então você colorir o meu mundo de um jeito que só você sabe fazer. Bastaria que você acendesse a luz que mora em mim e que, num gesto simples, me fizesse esquecer as angústias, as tristezas, as impossibilidades, as impotências… Mas tudo bem. Trabalhei durante meses isso na minha cabeça e hoje entendo (leia-se entendo, mas não quero aceitar) que não posso exigir de você toda essa postura. Já revelei a todos, por meio de frases tortas e versos subliminares, o meu fervor e o meu frenesi desde que meus olhos te seguiram devassados, mas nada conseguirá fazer você entender que é com você que falo, que é com você que todo o meu repentino, e ainda imaturo, romantismo se revela.
Sinceramente não quero fazer mais um texto que deixa a fala fraca. Não quero provar minha fraqueza mais uma vez. Quero lhe dizer que agora é o tudo ou o nada, que não irei viver esse amor pela metade, sonhando em um dia lhe reencontrar, que não irei morrer por dentro por mais tempo e que não adiantará teu sorriso por perto se revelando apenas como amigável. Como já disse, quero o tudo, principalmente, ou o nada. Mesmo que impossível, não quero trazer a melancolia para estas linhas. Quero apenas expor uma parte de mim que grita por atenção, que está se sentindo totalmente negligenciada e ignorada por todos os teus andares.
Tudo bem se nada houver no futuro. Tudo bem se nada houve no passado. O presente já foi bom o suficiente. Ter-te e querer-te, apesar de serem coisas completamente distintas, foi uma guerra boa de acompanhar. É claro que torço para que todos os meus espaços sejam preenchidos pela veracidade de teu corpo e não pela latência dele idealizado em minha mente. Continuarei a lhe estimular o sorriso e o coração. Quem sabe, assim, um dia eles não se direcionam a mim? Continuarei esperando. Mas, por favor, não demore muito.
João Pedro Innecco
Esse é o melhor, PerFEITO p mim!!=))
Caaaaara, de verdade, acho que esse é um dos melhores textos que eu já li na minha vida. João, vc tem noção disso?! rs É extremamente difícil eu me emocionar com alguma coisa, ainda mais um texto, mas esse conseguiu. Até salvei aqui. Parabéns.
HAHAHA QUE LINDO!!! MEU ORGULHO!!